E não é que o “Mogli” da Netflix é mais “Livro da Selva” que o da Disney?

Sei que esta frase é estranha. Mas se você tem uma mãe fã de Mogli como eu, sabe do que eu estou falando.

Minha primeira reação ao trailer de Mogli – Entre dois mundos, título da Netflix que estreou na última sexta (07/12/2018) no serviço foi a mesma que a “geral”: “mas, gente, não faz nem um ano que eu vi um remake dessa porra”.

Desculpe o palavrão, mas se faz necessário. O Mogli da Disney é um show a parte, digno de criar todo o hype do próximo O Rei Leão. O problema é que faz menos de um ano que esse show da tecnologia encheu nossos olhos de alegria, tecnologia e selva. E agora essa história de novo. E isso cansa.

Então fomos ver o “Mogli – Entre dois mundos”, estreia inédita da Netflix. E choramos. Choramos porque, mais do que a “Garota dos Quadrinhos”, somos a voz da minha mãe e da minha irmã e de todo mundo que cresceu sabendo que a selva é muito mais do que a aproximação de espécies. Que tem leis, que tem segredos, e tem hum m espírito mais livre do que qualquer suburbanos como nós entenderia.

Sim, esse Mogli faz mais juz ao Livro da Selva do qualquer outra remontagem. Até mesmo a versão pela qual conhecemos a história, da própria Disney e nossa própria noção de anarquismo na infância: “Somente o necessário”.

Doidera, né, Escola Sem Partido? Nossa noção de anarquismo vem da Disney quando o Balu nos ensina que “o extraordinario é demais”, vindo da empresa mais capitalista do século XXI. Mas ok, nada dimensão faz sentido mesmo, que diferença faz um filme ou outro né?

Ainda assim, no que se refere a todas as outras remontagens inspiradas no original, Entre Dois Mundos se faz muito mais legítimo que suas últimas adaptações, ou pelo menos, a mais verídica. Desde a maior complexidade de Mogli entre ser um menino real ou um lobo, ou uma representação real de Balu como um urso. Não importa o aspecto do Mogli seus dilemas, esta versão é a mais verídica.

É claro posso ser apenas mais uma encantada por um gráfico tão bom quanto o que vivemos nesta geração, mas ainda acredito que este resgate sustentável em que tentamos entender é o melhor caminho. Esta nova consciência, já cantava Elis Regina, apenas comprova que somos os mesmos e ainda vivemos (e nos emocionamos) como os nossos pais.

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