entre fã e iniciante: Bowie para sempre

Se você abriu o facebook nas últimas 24 horas, sabe que o cantor, músico, ator e mito David Bowie subiu em sua nave e nos deixou. Conhecido como “Camaleão do Rock”, esteve na ativa por mais de cinco décadas Bowie e é considerado um mais populares e inovadores de todos os tempos.

b1Tá, mas o que isso tem a ver com quadrinhos?

Pela arte, tudo.  Além de ser seu próprio personagem, argumento suficiente para estar aqui, escutar Bowie é tão obrigação quanto conhecer Henfil, saber quem foi Maurício de Souza e Millôr, independente do seu gosto pelos respectivos trabalhos. É o despertar da curiosidade de iniciantes pelo mito e entender porque essa galera que não conhecia estes artistas antes também são importante.

Quando eu comecei a conhecer um pouco sobre rock, isso lá pros meus 13 ou 14 anos, comecei com Nirvana. E foi assim meu primeiro contato com David Bowie, pela regravação de The Man Who Sold The World no acústico do Nirvana. A diferença entre as duas versões resume minha impressão sobre o artista: Bowie era estranho, e eu gostava disso. Talvez por sempre ter sido estranha e me identificar com isso, talvez por entender a importância do artista. Acabei que nunca me aprofundei na biografia dele, mas independente de qualquer coisa, sempre foi claro pra mim – e acredito que pra vários de nós – que é proibido falar mal de David Bowie.

A canonização de Bowie não veio pela morte: ela existe desde que o artista decidiu criar algo totalmente novo como Ziggy Stardust. E por isso a comoção: não importa se você nunca foi muito fã, se tem 3 ou 300 músicas de Bowie no seu repertório, artista como ele são como estrelas, de fato, e não morrem: viram cânone. 

É como Maurício de Souza, que embora eu possua uma opinião bem negativa sobre o artista, não nego sua importância para os quadrinhos infantis brasileiros. Assim como é quase impossível não reconhecer a genialidade de Henfil e Millôr, mesmo não acompanhando todas suas publicações, mesmo conhecendo apenas uma fração de seus extensos trabalhos.

E conhecer toda a obra de um artista não te faz mais esp
ecial do que ser apresentado este universo agora. Talvez só te faça apenas um pouco mais completo sobre o sentido da vida (ou a ausência de sentido), e nada mais. É assim o canônico: não te exige conhecimento profundo, apenas impõe o respeito merecido.  

Estes artistas, quando se vão, fazem com que uma parte do mundo pareça mais triste. Henfil, Millôr e agora Bowie, tem muito em comum: estarão neste limbo que é o pós-morte, levando consigo sua estrela, mas deixando tanta coisa legal para apreciarmos que dá até pra perdoar por terem nos deixado.

Porque quando um artista como o Bowie morre, um pouco da energia criativa do mundo se vai.

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E se você quer começar por uma música, vai a minha favorita. Porque podemos ser heróis, sempre.

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